7 de abr de 2013

Trabalhadores bloqueiam acesso às minas de Carajás



As reivindicações vão de reajuste salarial à melhores condições de trabalho

O atrito entre trabalhadores e empresa teve seu ápice na manha de ontem, 2,terça-feira,  com inicio da paralisação da portaria da Flonaca (Floresta Nacional de Carajás). Desde as 5h trabalhadores da D Service bloqueou a entrada da estrada Raimundo Mascarenhas, única via de acesso às minhas da Vale em Carajás, não permitindo a entrada de trabalhadores ou outros veículos.
As versões divergem entre funcionários da empresa e sua gerencia. De um lado trabalhadores da D Service reivindicam melhores condições de trabalho e querem: aumento salarial, melhoria no Plano de Saúde, Vale Alimentação e várias outras melhorias.
De acordo com Luiz, funcionário da D Service, a manifestação se deu frente ao desrespeito da empresa para com os funcionários. “Nosso salário está defasado, em relação a outras empresas que pagam R$ 300,000 a mais”, afirmou ele, contando ainda que a alimentação é de péssima qualidade, tendo provocado diarreia em vários funcionários, sendo encontrado nas marmitas cabelos e outros resíduos.
O plano de saúde foi outro ponto reivindicado pelos trabalhadores da D Service; que denunciam ainda o tratamento dado aos trabalhadores pelos encarregados da empresa. “Ficam nos humilhando, falando que somos nordestinos e que temos que agradecer a Deus pela D Service nos dar um salário e, consequentemente, não morrermos de fome. Isso é uma palhaçada”, desabafou Luis.
Na versão de Gilvan da Costa Aguiar, Gerente Administrativo de Filial da D Service, o Acordo Coletivo de 2013 seria iniciado no mês de maio com os trabalhadores e empresas, o que torna, em sua opinião, a paralisação prematura e ilegal.
“Temos um Acordo Coletivo que está em vigência até 31 de maio. As solicitações pedidas pelos trabalhadores já estão na nova proposta do Acordo Coletivo, o que eles tinham que fazer era aguardar o sindicato que representa a classe negociar com a empresa os novos acordos para este ano”, defendeu Gilvan.
Hoje, 3, quarta-feira, a gerencia da empresa e o sindicado que representa a categoria, SIMETAL, tentava, sem sucesso,  negociar a liberação da via; a justiça do trabalho compareceu ao local, representada pela Oficial de Justiça Mariana Rivero, que orientou os trabalhadores sobre a ilegalidade na obstrução do acesso às minas.
“A greve está prevista em Lei, mas a negação do direito de ir e vir das pessoas não. A Justiça do Trabalho só poderá fazer algo por eles se houver negociação entre as partes”, orientou Rivero.
Só as 8h50min, após a ameaça de acionar a Polícia Militar, e depois de muita dúvida do grupo de manifestantes em desocupar ou não a via, os trabalhadores dissiparam do local, permitindo assim o acesso pela Estrada Raimundo Mascarenhas.
Porém no dia seguinte os trabalhadores retomaram o protesto e novamente ocuparam a portaria da FLONACA conseguindo assim conversar com a direção da empresa.
                                                                                            

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