26 de set de 2011

Prefeito de Canaã dos Carajás agride mais um repórter

desta vez o vice prefeito foi o alvo das agressões
Dr. Itamar diz que apenas visitava obras e prédios públicos

Uma parceria iniciada no inicio de 2008 quando foi articulada a coligação dos partidos PTB e PDT e nestes disputaram as cadeiras de prefeito e vice prefeito, respectivamente, Anuar Alves da Silva (PDT) e Itamar Francisco da Silva (PTB); o último com larga experiência na carreira de medicina.
Mas a parceria da coligação Retomando o Progresso não durou tanto tempo e tão logo a dupla foi empossada começaram as trocas de farpas e o vice prefeito deixou a administração e logo em seguida o município. Itamar conta que não teve nem mesmo uma sala para despachar na prefeitura tendo sido coagido de trabalhar no governo; e ficou ausente do município cerca de dois anos e oito meses e na última sexta-feira, 23, retornou e fazia com uma equipe de cinegrafistas visitas a prédios públicos de secretarias distintas.

Faziam parte da equipe do vice-prefeito de Canaã dos Carajás, Dr.Itamar, o cinegrafista Idelson Gomes da Silva; e os operadores de vídeo Renato Medeiros e Talles Negro Monte. Porém a visita foi interrompida, segundo denúncia feita na delegacia pelos componentes da equipe que acompanhavam o vice prefeito, com a chegada do prefeito Itamar e seu segurança o subtenente reformado PM, Gonçalves.
Em declarações prestadas à Polícia Civil, Dr. Itamar declarou que ao visitar o CECON (Centro de Convivência de Idosos), no bairro Novo Horizonte, por volta de 9h30 desta sexta-feira, 23, foi agredido fisicamente, junto com o cinegrafista Idelson Gomes da Silva, pelo prefeito do município, Anuar Alves da Silva.

“Uma coisa eu tenho a dizer para o povo de Canaã e do mundo, 
o dia que falar que bati em alguém o mundo está virado. 
Acho que tudo se você não resolver com bons entendimentos 
com conversa e tudo, dando porrada não é que vai resolver”, 
assegura Anuar. 

No Boletim de Ocorrência Itamar conta que o prefeito chegou ao local com aspecto furioso, ocasião em que arrancou com violência a filmadora das mãos do cinegrafista, Idelson Gomes, vindo a atacá-lo depois.
Itamar contou ainda à polícia que para evitar tumultos pegou a câmera que estava no chão e saiu do local, correndo, sendo seguido pelo segurança do prefeito que sacou uma arma e apontou para ele perseguindo por três quarteirões. “Enquanto fazia mira em mim eu gritava para que ele não fizesse aquilo. Como resposta, também segundo Itamar, o perseguidor dizia que só queria a fita. “Por sorte passava por ali Antony Caetano Ferreira, que passava por ali em seu veículo e me resgatou do local”, lembra Itamar.
O cinegrafista sofreu escoriações em uma das mãos e pequenos arranhões em um dos braços.
A outra verdade - A versão do prefeito, Anuar Alves da Silva, é outra. Ele narra que foi convidado pela equipe do CECON para um almoço que seria servido ali. Anuar conta que chegou ao local por volta de 10hs20min e viu uma equipe de cinegrafistas diferente. “Vi o Itamar pegando no braço do cinegrafista e, talvez, o chamando para sair. Fui de encontro a eles para cumprimentá-lo e para minha surpresa ele simplesmente me xingou e me agrediu com um soco no peito”, conta Anuar, dizendo que foi à delegacia registrar ocorrência e depois fez exame de corpo delito.
Na sequência de sua narrativa o prefeito conta que Itamar pegou a câmera e saiu em desabada carreira. “Meu motorista o seguiu pedindo apenas uma explicação e ele não parou. Segundo pessoas que passavam por ali ele estava portando uma arma de fogo”, conta Anuar, dizendo que a versão de Itamar é totalmente diferente do ocorrido na presença de, em sua conta, cerca de 100 pessoas que ele diz, se precisar, levará para testemunhar a seu favor.
“Não encostei a mão nele a não ser para acalmá-lo. Ele criou uma situação tentando levar vantagem ao lançar seu nome a pré candidato a prefeito. Ele ficou dois anos e oito meses sem aparecer ao povo de Canaã recebendo apenas seu salário pelo cargo que ocupa. Deveria estar fazendo este trabalho que tenta fazer agora, desde o inicio do mandato, aparecendo na praça, falando com o povo”, entende Anuar.
Questionado sobre a versão de Itamar que disse não ter nem mesmo uma sala para despachar na prefeitura tendo sido coagido de trabalhar no governo, ele diz que esta é uma longa história e é o próprio vice prefeito quem deve explicar ao povo os motivos pelos quais ele não está no governo; e garante nunca ter dito que não o quer no governo. “A última vez que o chamei sugeri que ele viesse ser médico em Canaã. Quando fomos eleitos minha ideia era que governássemos juntos. Queria que ele fosse como o vice que tive no primeiro mandato a quem dei procuração para ele me representar. Não sei o que o Itamar queria”, admira-se Anuar, contanto que Itamar foi ser médico em outros municípios, primeiro em Curionópolis de onde, conforme conta Anuar, um pai o acusou da morte de uma criança, motivo que o levou para São Félix do Xingu onde ficou um longo período e agora está em Eldorado do Carajás.    
Anuar lembra que a última tentativa de reaproximação de Itamar, feita por Valmir Pereira, ex vereador em Parauapebas, e atual secretário da comissão provisória do PSDB também em Parauapebas, quando ele diz ter ouvido do seu vice prefeito que não tinha nada a falar sobre a prefeitura. “Ele foi embora sem se despedir nem disse que não iria ajudar na administração. Muitos vereadores se empenharam em cassar o mandato dele e eu quem seguro até hoje para mantê-lo no cargo. Entendo que Itamar é quem deve chegar e dizer o que quer”, diz Anuar, entendendo que quando Itamar o agrediu lhe deu direito de revidar e mesmo assim não o fez.
Anuar desmente os valores de obras anunciadas pelo vice prefeito, Itamar, mostrados aos presentes no ato público.
“Uma coisa eu tenho a dizer para o povo de Canaã e do mundo, o dia que falar que e bati em alguém o mundo está virado. Acho que tudo se você não resolver com bons entendimentos com conversa e tudo, dando porrada não é que vai resolver”, assegura Anuar.  

“Fui até ele para cumprimentá-lo, já que há um ano e meio não o via, 
e ele chegou logo me agredindo, me chamou de cabra safado, vagabundo, 
bateu no meu peito, me arranhou e saiu com a filmadora na mão para
tentar filmar algo que eu fizesse contra ele, mas não fiz nada”, contou Anuar








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